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A eficiência dos agentes biológicos no controle de pragas da soja

  • 07 de Aug

O controle dos insetos que afetam a soja pode ser feito com agentes biológicos. Muitas vezes até para as principais pragas que afetam a cultura, esses agentes podem manter as populações de insetos em níveis que não implicam danos econômicos, podendo-se evitar inclusive a aplicação de defensivos em alguns casos, desde que as técnicas preconizadas pelo Manejo Integrado de Pragas (MIP) sejam seguidas de forma correta.

Pesquisas comprovaram que algumas espécies de insetos e micro-organismos são inimigos naturais de pragas. Com isso, esses agentes se tornam peças estratégicas para realizar o manejo.

Mas mesmo com os agentes biológico sendo comprovadamente eficazes, muitos produtores ainda não utilizam essa tecnologia tão a sério. No Brasil, existem vários casos de sucesso do uso do controle biológico em várias culturas.

Na cultura da soja, o uso de parasitoide Trissolcus basalis para o controle de percevejos fitófagos e de Baculovirus anticarsia para o controle de lagarta-da-soja (Anticarsia gemmatalis) são possibilidades bastante estudadas.

Os insetos predadores também são alternativas em programas de controle biológico. Pesquisas com percevejos predadores, principalmente o percevejo pentatomídeo Podisus nigrispinus, vem sendo desenvolvidas há mais de 10 anos, demonstrando grande potencial de uso desses agentes para o controle de lagartas desfolhadoras de diversas culturas.

A utilização do controle biológico tem sido uma das mais importantes ferramentas do MIP, bem como da redução do uso de produtos químicos na cultura da soja. No entanto, controlar uma praga através de agentes naturais requer um grande esforço no sentido de conhecer quais são seus inimigos naturais e dos possíveis impactos naquela praga.

Entre os defensivos agrícolas utilizados nas lavouras, não apenas os inseticidas, mas também herbicidas e fungicidas, podem afetar as populações de inimigos naturais. Em função disso, são necessárias pesquisas sobre a seletividade, ou seja, estudos que busquem identificar quais são os produtos efetivos no controle a que se destinam e que apresentam nenhum ou menor efeito sobre os agentes de controle biológico.

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