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DICA K – Nutrientes no algodoeiro – Entenda por que são tão importantes!

  • 22 de Oct

Os minerais que são considerados essenciais para a vida, são denominados nutrientes e classificados conforme as quantidades exigidas pelas plantas em: Macronutrientes que constituem aproximadamente 99,5% da massa seca, e micronutrientes, que constituem algo aproximado de 0,5% (EPSTEIN; BLOOM, 2006).

 

Atualmente os macronutrientes são: carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio, magnésio e enxofre; e os micronutrientes: boro, cloro, cobre, ferro, manganês, molibdênio, níquel e zinco.

 

E por não serem obtidos primariamente da água ou do dióxido de carbono, os elementos H, C e O não são considerados nutrientes minerais, por isso não estão inclusos nesta lista.

 

Os nutrientes têm uma grande importância para o algodoeiro, e será sobre isso que falaremos sobre qual é a função de cada um desses nutrientes para o algodoeiro.

 

Para facilitar a leitura deste artigo foi dividido em alguns tópicos!

 

  • NITROGÊNIO (N)
  • FÓSFORO (P)
  • POTÁSSIO (K)
  • CÁLCIO (Ca)
  • MAGNÉSIO (Mg)
  • ENXOFRE (S)
  • BORO (B)
  • ZINCO (Zn) e COBRE (Cu)
  • MOLIBDÊNIO (Mo)
  • FERRO (Fe)
  • MANGANÊS (Mn)

 

 

 

 

NITROGÊNIO (N)

 

Considerado o elemento mineral que as plantas exigem em maior quantidade, o Nitrogênio (N) faz parte da composição de todos os aminoácidos e proteínas, e está presente também na molécula de clorofila e em outros pigmentos (SOUZA; FERNANDES, 2006; RAIJ, 2011).

 

O nitrogênio, fornecido em quantidade adequadas, tem a capacidade de estimular a formação e crescimento da parte vegetativa, das gemas floríferas, também regulariza o ciclo da planta, aumenta a produtividade e também melhora o comprimento, a resistência da fibra e o índice micronaire (CARVALHO et al., 2011).

 

Porém, é importante ter um pouco de cuidado, pois o seu excesso junto com água pode acabar resultando em um crescimento excessivo, combinado com a perda de estrutura frutífera como: “maçãs”, alongamento do ciclo e atraso na maturação dos capulhos (SCARSBROOK et al.,1959; THOMPSON et al., 1976; HEARN, 1981).

 

FÓSFORO (P)

 

Trata-se de um nutriente envolvido na transferência de energia na planta, e que é de vital importância para que se ocorra a síntese de proteínas, fotossíntese e também na transformação de açúcares (SHUMAN, 1994; CARVALHO et al., 2011; RAIJ, 2011).

 

O Fósforo é um componente integral dos compostos que são importantes das células vegetais, incluindo o fosfato-açúcares, intermediários da respiração e fotossíntese, bem como dos fosfolipídios que compõem as membranas vegetais.

 

Componente importante também de nucleotídeos que são utilizados no metabolismo energético das plantas (como ATP) e no DNA e RNA (TAIZ; ZEIGER, 2006).

 

O fósforo tem como função no algodoeiro, estimular o crescimento das raízes, sendo importante para o florescimento e desenvolvimento dos frutos.

 

Porém, ao contrário do nitrogênio, por exemplo, que prolonga a fase vegetativa, o fósforo favorece a maturação dos capulhos, e desta forma acelera a abertura dos mesmos (CARVALHO et al., 2011).

 

POTÁSSIO (K)

 

Considerado o cátion na planta, o Potássio tem uma importante função no estado energético da planta, na translocação e armazenamento de assimilados (produtos da fotossíntese).

 

O potássio não faz parte de nenhuma estrutura ou molécula orgânica na planta, e encontra-se geralmente como cátion livre ou adsorvido e pode ser facilmente deslocado das células ou dos tecidos das plantas (RAIJ, 2011).

 

Possui a capacidade de catalisar a atividade e mais de 60 enzimas na planta, e tem a sua importância também para a eficiência no uso da água.

 

O potássio é um nutriente absorvido em grandes quantidades pelo algodoeiro, tem um papel essencial no desenvolvimento da planta, produção e quantidade da fibra (CARVALHO et al., 2011).

 

CÁLCIO (Ca)

 

O cálcio (Ca) possui muitos efeitos no crescimento e desenvolvimento da planta (TAIZ; ZEIGER, 2006).

 

E neste caso, é essencial para manutenção da integridade estrutural das membranas e das paredes celulares, que atua no processo de divisão celular, na absorção iônica, na germinação do grão de pólen e no crescimento do tubo polínico (VITTI et al., 2006). S

 

Também devemos destacar que, a sua presença na solução do solo é fundamental para o desenvolvimento das raízes do algodoeiro (CARVALHO et al., 2011).

 

MAGNÉSIO (Mg)

 

O magnésio é essencial para a fotossíntese pois faz parte da molécula da clorofila (MALAVOLTA et al., 1997; VITTI et al., 2006; RAIJ, 2011).

 

É o ativador de todas as enzimas fosforilativas, que são responsáveis pela incorporação e transferência de fósforo inorgânico – Pi. O magnésio também faz a ligação do ATP ou do ADP com a enzima.

 

E essa transferência de energia do ATP e do ADP é fundamental nos processos da fotossíntese, respiração (glicólise e ciclo dos ácidos tricarboxílicos), reações de síntese de compostos orgânicos (carboidratos, lipídios, proteínas), absorção iônica (principalmente de P) e trabalho mecânico executado pela planta (VITTI et al., 2006).

 

ENXOFRE (S)

 

Fazendo parte da clorofila e da maioria das proteínas da planta, o enxofre tem as suas funções classificadas em dois grandes grupos: estruturais e metabólicas (VITTI et al., 2006).

 

O Enxofre também tem a sua participação nos aminoácidos essenciais como: a cistina, a metionina e a cisteína (MALAVOLTA et al., 1997; VITTI et al., 2006; RAIJ, 2011); é constituinte de várias coenzimas, além de vitaminas (TAIZ; ZEIGER, 2006).

 

Desempenha funções que determinam aumentos na produção e na qualidade do produto colhido (VITTI et al., 2006).

 

Essenciais para o crescimento das plantas, os micronutrientes se caracterizam por serem absorvidos em pequenas quantidades.

 

Os micronutrientes não participam da estrutura da planta, mas da constituição ou ativação de enzimas DECHEN; NACHTIGALL, 2006).

 

BORO (B)

 

O boro (B) tem as suas funções na planta, associadas com as do cálcio na regulação do funcionamento da membrana e parede celular, divisão e aumento das células, lignificação da parede celular, e é também essencial à formação dos tecidos meristemáticos.

 

Com a capacidade de influenciar no desenvolvimento de raízes, a absorção de nutrientes e a germinação do grão de pólen; também participa do metabolismo e do transporte de carboidratos por meio da formação de complexos açúcar-borato, sendo importante na síntese de proteínas; atua no metabolismo dos ácidos nucleicos e também no metabolismo e transporte de auxinas (DECHEN; NACHTIGALL, 2006; CARVALHO et al., 2011).

 

ZINCO (Zn) e COBRE (Cu)

 

O zinco (Zn) e o cobre (Cu) são necessários para os processos de síntese de proteína e de detoxicação de íons superóxidos formados no metabolismo celular, e dentre outras funções.

 

Temos também o fato de que os teores no tecido foliar são reduzidos pela calagem e pela adubação com fósforo, porém sem provocar deficiência que comprometa a produtividade da cultura (CARVALHO et al., 2011).

 

MOLIBDÊNIO (Mo)

 

O molibdênio (Mo) é um componente que possui várias enzimas, incluindo nitrato redutase, bem como favorece o metabolismo de nitrogênio na planta (TAIZ; ZEIGER, 2006).

 

FERRO (Fe)

 

O ferro (Fe) possui um papel importante como componente de enzimas envolvidas na transferência de elétrons (reações redox), como citocromos (TAIZ; ZEIGER, 2006) e também catalisa a biossíntese da clorofila (DECHEN; NACHTIGALL, 2006).

 

 MANGANÊS (Mn)

 

Essencial à síntese de clorofila, o manganês tem como sua função principal relacionada com a ativação de enzimas (DECHEN; NACHTIGALL, 2006).

 

O manganês também é necessário, dentre outras funções, para quebrar a molécula de água, evolução do O2 e permitir o começo do fluxo de elétrons na fotossíntese (MARSCHNER, 1995).

 

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Dúvidas, críticas ou elogios deixem nos comentários. Até a próxima!

 

Fonte: Circular Técnica nº134 da Embrapa Algodão

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